quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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São dois anos. Dois. Um reencontro. São duas pessoas, duas bocas. Duas, não quatro. Dois corações e mentes. Quatro, não dois. Pulmões mais ou menos estragados, línguas mais ou menos ácidas, mãos mais ou menos fortes. Dois peitos, os dela. Dois sexos, de ambos.

Não era matemática como ela gostaria. Era sentimento que não existia e foi sendo cultivado, cultivado. Semente plantada com força no primeiro dia. Regada e revolvida no segundo tempo da terra fofa.

Agora já não podia esquivar-se, ao menos ela, da responsabilidade que sua irresponsabilidade criara. Era amor - ou algo parecido - o que sentia dia a dia. Estava em paz com o espaço, em guerra com o tempo. Porque, na matemática nunca fora aluna exemplar e da adição de um mais zero, teimava e desejava que o resultado fosse dois. E da adição de um mais um, talvez quisesse que o resultado fosse um.

[04 de junho de 2009 ]