sexta-feira, 4 de março de 2016
abro meu email dez, vinte vezes. uma atrás da outra. acabo de receber uma notícia ruim. bem, é modo de dizer, só foi uma versão que eu não queria e já faz um dia. o abre e fecha é só uma forma material de desespero, como se em uma dessas maquinais ações uma nova linha de mensagem fosse incluída na caixa de entrada. um sopro. uma verdadeira salvação 2.0. a mais maravilhosa mudança de vida, ali, tão fácil e acessível.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
sábado, 14 de novembro de 2015
Hoje o dia foi daqueles: menos dia, mais dúvida.
Não sei o que há, o que se perde. Não sei o que importa e o que se vende. Sou o escuro passando na avidez da tarde, escondida na sombra regada pela quentura do sol, desejando não sê-la.
Me sinto como o nada ao revés das vontades deles e delas e não pertenço a qualquer de seus lugares. No fim de tarde colorado, deixei de ser por mais um dia e até quando.
Eu não sou qualquer dessas peças: peão, torre ou rainha e, assim, deixo meus passos no nada, como se não devesse teme-los. No cômputo da vida, nada tenho: um rastro, uma verdade, um dia.
Eles são um pouco do que venho me tornando por todos esses anos: passos surdos daquela que se nega e se encaixa sem nunca caber. Minhas lágrimas vão secando amiúde, deixando um gosto permanente de tristeza na boca. Derramadas aos baldes, não chegam ao chão. Derramadas às gotas, vão colorindo incolores o rosto sem viço.
O quê eu posso de mim? Até quando posso? Essas verdades, combinações e pequenos devaneios vão confundindo o tempo, misturando lembranças e querências. São cada vez menos sinceras. E, então, me pergunto: por que continuar?
Não sei o que há, o que se perde. Não sei o que importa e o que se vende. Sou o escuro passando na avidez da tarde, escondida na sombra regada pela quentura do sol, desejando não sê-la.
Me sinto como o nada ao revés das vontades deles e delas e não pertenço a qualquer de seus lugares. No fim de tarde colorado, deixei de ser por mais um dia e até quando.
Eu não sou qualquer dessas peças: peão, torre ou rainha e, assim, deixo meus passos no nada, como se não devesse teme-los. No cômputo da vida, nada tenho: um rastro, uma verdade, um dia.
Eles são um pouco do que venho me tornando por todos esses anos: passos surdos daquela que se nega e se encaixa sem nunca caber. Minhas lágrimas vão secando amiúde, deixando um gosto permanente de tristeza na boca. Derramadas aos baldes, não chegam ao chão. Derramadas às gotas, vão colorindo incolores o rosto sem viço.
O quê eu posso de mim? Até quando posso? Essas verdades, combinações e pequenos devaneios vão confundindo o tempo, misturando lembranças e querências. São cada vez menos sinceras. E, então, me pergunto: por que continuar?
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
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