domingo, 10 de julho de 2016

a pa puta que o pariu.

sexta-feira, 4 de março de 2016

abro meu email dez, vinte vezes. uma atrás da outra. acabo de receber uma notícia ruim. bem, é modo de dizer, só foi uma versão que eu não queria e já faz um dia. o abre e fecha é só uma forma material de desespero, como se em uma dessas maquinais ações uma nova linha de mensagem fosse incluída na caixa de entrada. um sopro. uma verdadeira salvação 2.0. a mais maravilhosa mudança de vida, ali, tão fácil e acessível.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

e tudo o que eu queria era viver em uma casa, bem pequena. e ter uma piscina grande, bem grande.

sábado, 14 de novembro de 2015

Hoje o dia foi daqueles: menos dia, mais dúvida.
Não sei o que há, o que se perde. Não sei o que importa e o que se vende. Sou o escuro passando na avidez da tarde, escondida na sombra regada pela quentura do sol, desejando não sê-la.
Me sinto como o nada ao revés das vontades deles e delas e não pertenço a qualquer de seus lugares. No fim de tarde colorado, deixei de ser por mais um dia e até quando.
Eu não sou qualquer dessas peças: peão, torre ou rainha e, assim, deixo meus passos no nada, como se não devesse teme-los. No cômputo da vida, nada tenho: um rastro, uma verdade, um dia.
Eles são um pouco do que venho me tornando por todos esses anos: passos surdos daquela que se nega e se encaixa sem nunca caber. Minhas lágrimas vão secando amiúde, deixando um gosto permanente de tristeza na boca. Derramadas aos baldes, não chegam ao chão. Derramadas às gotas, vão colorindo incolores o rosto sem viço.
O quê eu posso de mim? Até quando posso? Essas verdades, combinações e pequenos devaneios vão confundindo o tempo, misturando lembranças e querências. São cada vez menos sinceras. E, então, me pergunto: por que continuar?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

samurai.

e assim, no meio de um turbilhão de passado, o novo salta e enche o peito. toma a alma e sua não existência se transforma em vazio, em um tiro de 12 no peito. não há vida, sem você.

sábado, 5 de julho de 2014

e então, tudo doeu.
e a tristeza que eu achei que alimentava
a mim devorou.

os braços pesam.
a barriga reclama.
e eu não mais tenho asas de palavras

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

eu ganhei mais um respiro. um sopro. uma esperança.
durou dez dias e, então, eu morri.