quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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Quase 48 horas de uma loucura mansa, Cris ali jazia, quase alma na cama descompromissada de Ubaldo. Eles se desconheciam e se tinham a pouco mais de quatro horas e ali já estaria findo o relacionamento. Era grande o vazio que ficara entre as coxas, era grande o prêmio ali depositado e rejeitado logo mais.

Saíram de uma festa com luz negra, velas e muita cerveja, nem amigos em comum tinham e por medidas de segurança não envolveram mais que os corpos naquela conversa fragmetária.Um dia antes Cris estivera desbotada em um quarto cheio de coleções, ali encontrara por um momento tudo o que procurara em outros braços, seria um amor verdadeiro e nada apático, o nome bonito: Fernando.

Ele fez cicatrizes com a barba em sua pele alva e um buraco imenso no estômago, daqueles que ficam pedindo o revés, a outra face do dia seguinte.

Mais uma vez Cris perdera as estribeiras da vida e deixara o coração esbranquiçado de nuvens que encobriam a hora exata que os fatos aconteceram... Sabia apenas que fizera a escolha errada mais uma vez, e que a escolha certa não a queria novamente.

Acho que amou Fernando com a intensidade de todos os dias que ainda seriam vividos, Ubaldo foi um caso, um caso que ela espera não frutifique.

[04 de dezembro de 2006]