quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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Não sei o que fazer com meus rompantes, assim como não posso resolver o problema da roupa suja que se acumula.
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Compulsiva.
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Me enterrei. A terra era fofa, porém a superfície era tomada por crateras secas. Terra rachada de sertão. Afoguei-me naquele mar de grãos e não mais pude voltar a superfície e respirar com cuidado. Eu, mais uma vez, apostei na leveza, mas a verdade é que meu coração de chumbo não suporta tanto vazio.

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A alegria do dia veio faceira e mutável. Era afeita às químicas que devendam imagens. No parco espaço cabia os olhos puxados e sorridentes, cabia também o coração puro de Ogava.
[21 de abril de 2009]