quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

hoje. o dia parece a reação de um presidiário tatuado com tintas quaisquer em um aparelho de ressonância. grito.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

e de minhas tristezas repentinas
extraio o pouco do que na verdade sou
a pitada a menos de sal
a incerteza dos dias
as linhas difíceis

o brilho cego da sirene que zune na noite
o tempo breve de uma corrida de táxi
o centro de São Paulo além do centro de mim

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Na sacada, qualquer hora do dia. Acende um cigarro, olha São Paulo correr. Fuma porque é a única ligação que ainda mantém. Numa bruma completa, misturada com todos os outros gás carbônico da metrópole. Em algum lugar um traço do pulmão dela haveria de topar com o dele. Num sopro, o coração de um poderia sentir o de outro. Entre os gases, levemente, uma pequena possibilidade.