[arquivo]
Cadê as horas? Os dias?
Perdida sem pressa no caminho reto quase torto. Fiquei sentada no breu, frente à cama que não dorme. Fiquei lá, mãos sobre o joelho, joelho junto ao peito, peito ausente. Tentei chorar, rir, sofrer. Felicidade de séquito. Mas nada foi possível na escuridão amarga. Nem pensar na personagem, nem correr contra a parede.
Em frente, meio passo, uma vela de cor indefinida. Rezei para a alma de meu filho, não nascido. Rezei vagarosamente e ouvi um adeus que não queria dar. Ouvi um adeus que soou verdadeiro e magoado. Não consegui resolver os dias que perdi. Feliz de vocês que ainda podem.
Perdida sem pressa no caminho reto quase torto. Fiquei sentada no breu, frente à cama que não dorme. Fiquei lá, mãos sobre o joelho, joelho junto ao peito, peito ausente. Tentei chorar, rir, sofrer. Felicidade de séquito. Mas nada foi possível na escuridão amarga. Nem pensar na personagem, nem correr contra a parede.
Em frente, meio passo, uma vela de cor indefinida. Rezei para a alma de meu filho, não nascido. Rezei vagarosamente e ouvi um adeus que não queria dar. Ouvi um adeus que soou verdadeiro e magoado. Não consegui resolver os dias que perdi. Feliz de vocês que ainda podem.
[13 de maio de 2005]