sábado, 16 de junho de 2012

não. não há possibilidade. não se pode dizer feliz. não se pode dizer triste. há que se autoafirmar na casa do caralho, porque os certos - corretos mesmo, valha-me deus - são os outros. o mais velho não te quer, porque o target é diverso, inencaixável se a personalidade muito podada, mesmo assim não se acomoda ao pouco espaço. o belo não olha porque há sobras na região abdominal. o feio, ah o feio. esse você deixou passar e, só depois bem depois, descobriu o quanto era mentirosa a feiura. bem feito!

a meiguice - que, não sabia, tem - na verdade é covardia, egoísmo ou autocomiseração. mais dela assim meigamente dita, só se extraem - talvez com razão - um drama eterno e tecido por tênues acintes. os dias têm corrido, mas o sentido não veio. e o sopro da tenra felicidade do fim de semana ficou pra trás e já não tem apelo.

desistir, como sempre. sem que sobre muito mais. sem trabalho, os braços baços se deixam moles e uma fagulha apertada faz doer a nuca: "não sei onde estou, quando me perdi de mim". E sem aporte, fica frouxa e desintegrada num encorpado corpo nad esguio. sem rumo, deixa-se estar sobre a cama vazia.